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sábado, 19 de janeiro de 2013

Grupos têm informação privilegiada sobre caixas eletrônicos, diz PM

Quadrilhas buscam equipamentos abastecidos recentemente em SP. Polícia irá se reunir com representantes de bancos para discutir estratégias 

O tenente Cleodato Moisés do Nascimento, porta-voz do Comando de Policiamento da capital paulista, acredita que as quadrilhas que explodem caixas eletrônicos em São Paulo contam com informações privilegiadas sobre os equipamentos que foram abastecidos recentemente. Segundo ele, os criminosos estão fortemente armados e agem de forma rápida. “Esses grupos têm informação privilegiada porque buscam caixas que estão cheios”, diz Nascimento. De acordo com o tenente, o serviço de inteligência da Polícia Militar investiga os criminosos, que atuam sempre no final da noite e durante a madrugada. “Antes, era a gangue da marcha à ré, os roubos a condomínios, às joalherias em shoppings, os arrastões a restaurantes. À medida que a polícia vai atuando com inteligência, eles vão achando uma outra prática. E agora é essa mina de ouro que são os caixas eletrônicos”, afirma. A PM, entretanto, não informa o número de caixas eletrônicos que foram explodidos na capital paulista ao longo de 2010. Todos os casos são registrados como assalto a banco. Nascimento afirma que a PM tem direcionado o policiamento noturno para agências bancárias e tem iniciado a patrulha em locais onde estão instalados caixas eletrônicos 24 horas, como postos de gasolina e supermercados. “Temos feito bloqueios policiais durante a madrugada, contando com o reforço da Força Tática e da Rocam [Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas], e fazendo a abordagem de pessoas em atitudes suspeitas. A tropa está mais atenta para este tipo de crime. A PM vai direcionar o policiamento não só para a área bancária, mas para locais mais periféricos, isolados.” O tenente afirma que os criminosos trocaram o maçarico pelos explosivos porque a polícia tem conseguido chegar com rapidez aos locais onde acontecem os roubos. Estratégias Segundo Nascimento, o Comando Geral da Polícia Militar irá se reunir na manhã desta sexta-feira (13) com representantes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para traçar estratégias de combate a este tipo de crime. A ação da PM contra a chamada "saidinha de banco" também será discutida na reunião. 
Fonte: gazetadopovo

Pedofilia


ÉPOCA encontra em Salvador o americano processado nos EUA e condenado na Holanda por abuso de crianças. Ele é considerado chefe de uma rede internacional de pornografia infantil e pedofilia  
Luludi/ÉPOCA
POLÍCIA AVISADA
ÉPOCA informou às autoridades o conteúdo desta reportagem. O chefe da Interpol no Brasil, Washington Melo, e o superin-tendente da PF na Bahia, José Roberto Alves dos Santos, organi-zaram uma operação que seria deflagrada na manhã deste sábado, dia 8
O americano alto, magro e meio careca poderia passar por mais um gringo encantado com as belezas da Bahia. Bem-humorado, circula por Salvador de camiseta, bermuda e chinelo de dedo. Fala um português trôpego, mas suficiente para se virar em táxis, hotéis e restaurantes. Às vezes é visto com máquina fotográfica a tiracolo. É o turista típico. Lawrence Allen Stanley, porém, está no Brasil a trabalho. De seu escritório no centro da cidade, ele controla uma rede internacional de pornografia infantil. Stanley produz, edita e comercializa pela internet um tipo de material que dá cadeia em diversos países: fotos de crianças nuas, algumas com olhares e poses que pretendem sugerir sensualidade. Vídeos, DVDs e revistas eróticas com meninas e meninos. Livros que defendem uma espécie de ideário pedófilo, segundo o qual o contato sexual entre crianças e adultos é legítimo e pode ser saudável – danosa é a forma "histérica" como a sociedade tem reagido a isso.
Stanley também divulga atrações que interessam a seu público, como o pacote "Férias no Camboja". Segundo informa, naquele país é possível fazer sexo com meninas de menos de 13 anos por apenas US$ 5. É exatamente esta a faixa etária das modelos que Stanley fotografa na Bahia, dos 6 aos 13 anos. Por suas atividades, é procurado pela Interpol, a polícia internacional. Há contra ele um pedido de extradição do governo da Holanda, onde foi condenado por atentado violento ao pudor e abuso sexual de três crianças de 7 a 10 anos. Nos Estados Unidos, foi processado pela Justiça Federal por posse e distribuição de pornografia infantil.
Stanley é advogado, tem 47 anos e chegou ao Brasil em 19 de abril de 1998. Desembarcou em São Paulo, vindo de Nova York, e em seguida foi para Salvador.Viveu por dois anos num flat no Farol da Barra, gostou da cidade e decidiu instalar-se nela definitivamente. Hoje, mora num apartamento no bairro de classe média da Pituba, a três quarteirões da praia, e mantém um estúdio na Praça Castro Alves, no centro. Seu visto de estrangeiro residente no Brasil expira em 3 de dezembro.
Pela natureza de seus empreendimentos, Stanley toma certas precauções. Não tem amigos e praticamente se relaciona apenas com a namorada - uma professora de português – e um taxista que faz as vezes de motorista particular. Em Salvador, Stanley fotografa meninas pobres e de classe média baixa com a promessa de que um dia poderão tornar-se modelos. Elas recebem de R$ 50 a R$ 200. Sem fazer idéia de onde as fotos vão parar, os pais assinam autorizações.
ÉPOCA localizou o advogado americano após uma investigação de quase quatro meses. Depois de constatar que ele é o dono, coordenador e colaborador de uma série de marcas e sites de pornografia infantil, a reportagem descobriu que Stanley é também autor de uma edição pirata do livro Anjos Proibidos, que o fotógrafo brasileiro Fábio Cabral produziu há dez anos, com nus adolescentes. Stanley reimprimiu e vendeu o livro nos Estados Unidos por meio de sua editora, a Ophelia Editions, sem autorização do fotógrafo ou das modelos. Recentemente, procurou Cabral para tentar um acordo e evitar um processo. Ofereceu US$ 3 mil. Aproveitou a oportunidade para propor um negócio. "Por telefone, perguntou se eu tinha interesse em produzir fotos digitais de meninas para um site", diz Cabral. "Falou que é um trabalho lucrativo e que eu poderia ganhar até US$ 1.500 com cada menina, por um lote de 300 fotos." Autorizado por Cabral, o repórter Tiago Cordeiro, correspondente de ÉPOCA em Salvador, se fez passar por seu assistente e conversou com Stanley.
 
O RASTRO DE STANLEY
As operações globais do chefe de uma rede de pornografia infantil
Holanda – O advogado fugiu para não ser preso por abuso de crianças
Alemanha – Em Coswig fica a empresa de informática que Stanley contrata para redirecionar seus sites e, assim, dificultar o rastreamento das informações
Charlotte – Aqui ficam os computadores do principal site pornográfico de Lawrence Stanley
Nova York – Acusado de pornografia infantil, Stanley saiu do país. Mas a sede de sua empresa e sua caixa postal permanecem ali
Salvador – Atual base de operações do americano, depois de fugir dos EUA e da Holanda
O principal site que Stanley dirige, sob o pseudônimo de Stanaman, é na prática um portal de pedofilia, o Alessandra's Smile (Sorriso de Alessandra). Ali o internauta é convidado a comprar material pornográfico e visitar outros endereços, alguns controlados pelo próprio Stanley. A oferta é enorme. Há sites de modelos infantis, de sexo entre meninos e homens adultos, de contos eróticos com crianças, de lolitas e até de sexo explícito. Conhecedor de leis, o advogado sabe como driblar a Justiça de vários países. No Brasil, por exemplo, nu frontal de crianças é considerado crime. Por isso ele só fotografa meninas brasileiras de biquíni ou topless. Já a série com dicas de turismo sexual no Camboja, com meninas completamente nuas, não lhe rende processo na Ásia, mas no Brasil se enquadra perfeitamente na definição de pornografia. No entanto, nenhum juiz brasileiro pode tirar essas imagens da internet, por uma questão de jurisdição. A propriedade dos sites está registrada em outros países, e os servidores que os hospedam ficam nos Estados Unidos e na Alemanha. Além disso, todo o conteúdo passa por um redirecionador, o que dificulta o rastreamento da origem das informações.
"No caso de sites estrangeiros, só podemos agir se as vítimas forem brasileiras e puderem ser identificadas", explica Marcus Drucker Brandão, criador da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática no Rio de Janeiro. Identificar uma criança sem saber sequer em que cidade mora é uma tarefa dificílima. Outro problema diz respeito ao próprio conceito de pornografia. A foto de uma menina de biquíni no álbum dos pais é uma coisa. Essa mesma foto dividindo a tela do computador com desenhos de garotas sendo estupradas certamente passa a ter outro significado. De todo modo, o responsável pelo site sempre pode alegar que não há conexão entre as imagens e que a foto em questão não é de maneira alguma pornográfica. "Pela atual legislação, botar um sujeito desses na cadeia é quase impossível", diz o deputado Hélio de Oliveira Santos (PDT-SP), autor de um dos projetos que tramitam no Congresso Nacional com propostas de endurecimento da lei.
Stanley sabe que está protegido pela legislação local e segue atuando na Bahia. No fim do mês passado, voltou de uma viagem à Praia de Guarajuba, a 70 quilômetros de Salvador, com um novo lote de fotos de crianças. No mesmo dia seus sites exibiam imagens de mais de 50 meninas brasileiras, na série batizada de "Morena Park". Ele costuma fugir da discussão sobre pedofilia. "Se você fosse uma modelo infantil, ia querer que algum moralista rotulasse suas fotos de pornografia? Acho que não", disse Stanley a ÉPOCA, em entrevista por e-mail. "Todo mundo quer ser modelo. Posar para as fotos já é um fim em si, glamouroso, divertido." O fato de Stanley ter escolhido o Brasil para montar sua base é um alerta: caso não promova mudanças em sua legislação, o país pode tornar-se um dos centros mundiais de pedofilia na internet. Stanley provavelmente só será punido porque contra ele há um pedido de extradição do governo holandês, em análise no Supremo Tribunal Federal, em Brasília.
COM ANDREI MEIRELES, DE BRASÍLIA

Promotoria garante veracidade de DNA no caso Evandro


A 2.ª Promotoria de Justiça do Júri de Curitiba emitiu nota, ontem, sobre o segundo julgamento a que será submetida Beatriz Cordeiro Abagge, uma das sete acusadas do sequestro e morte de Evandro Ramos Caetano, em Guaratuba, há 19 anos.
Ela deverá ser julgada em 27 de maio, depois de ter sido absolvida, juntamente com a mãe Celina Abagge, em 1998, no mais longo júri da história Justiça brasileira. Durou 34 dias.
De acordo com a Promotoria, o novo julgamento é necessário porque, no anterior, os jurados decidiram pela absolvição em posição contrária à prova dos autos. Eles não reconheceram como sendo de Evandro o corpo mutilado encontrado num matagal, muito embora exames de arcada dentária e de DNA identificassem o garoto.
Diz a nota: “O Tribunal Estadual, bem como o STJ e o STF no julgamento de “habeas corpus”, decidiram que a ré deveria ser submetida a novo julgamento porque perícia oficial, de comparação da arcada dentária do corpo achado com as fichas de atendimento dentário de Evandro Ramos Caetano, e laudo de DNA resultaram positivos”.
Dente
A Promotoria também contesta que o DNA que resultou positivo teria sido colhido a partir de um dente de leite enviado ao laboratório de Belo Horizonte (MG), único na época em condições de realizar o exame, pela família do menino.
O laudo de DNA assinado por uma das maiores autoridades na área de genética, Sergio Danilo Pena, foi realizado em três etapas, atestando o primeiro laudo preliminar que o cadáver era do sexo masculino, o segundo, resultante do confronto genético entre as peças extraídas do cadáver e o sangue dos pais de Evandro, afirmou que o corpo era de Evandro Ramos Caetano, circunstância que foi confirmada no laudo final”.
Assim, a afirmação de que os laudos são inconclusivos são de pessoas que, no mínimo, ignoram a prova do processo. O laudo de DNA foi feito com base em restos mortais extraídos do cadáver da criança (partes de tecidos, fêmur, dentes extraídos do próprio) e o laudo da arcada dentária (extratos do laudo de necropsia em anexo) já foram considerados provas incontestáveis da identidade do corpo”.
A Promotoria também contesta a denúncia de que Beatriz foi torturada, baseando-se em laudos de lesões corporais emitidos na época e finaliza a nota assegurando: “Todos os Promotores de Justiça que atuaram no processo nunca tiveram dúvidas sobre a responsabilidade de todos os acusados”. Fonte: Paraná-Online

Como funciona a delação premiada


A delação premiada é uma espécie de barganha entre um juiz e um réu. O réu conta tudo o que sabe e o juiz em troca dá um “alívio” na sua pena. Isto é, para diminuir o tempo que ficaria preso, um criminoso delata os cúmplices e dá detalhes do funcionamento da quadrilha. Esse tipo de acordo com a Justiça é considerado uma espécie de “prêmio” para o réu. No Brasil, a delação premiada, desde 1999, quando começou, até o final de 2007, foi aplicada a dois mil casos.


Dependendo do tipo de participação do réu no crime, ao fazer um acordo para a delação premiada, o juiz pode permitir que ele cumpra a pena em liberdade ou em regime semi-aberto. Se o crime não for muito grave, o magistrado pode até determinar a extinção da pena, ou seja, se a informação que ele der for muito importante, poderá até sair livre. Essa possibilidade, embora exista na lei, ainda não havia sido usada no Brasil até o final de 2007. Dos criminosos que decidiram entregar os companheiros de crime, nenhum ganhou a liberdade total, apenas a redução do tempo que ficaria na cadeia.
Quando um réu solicita esse benefício, quem faz a primeira avaliação é um promotor do Ministério Público, que em seguida manda o pedido para que o juiz analise e responda se dará ou não o direito ao réu de fazer a delação de seus companheiros e receber seu “prêmio”. Em alguns casos o próprio juiz sugere a delação premiada ou o réu pede o benefício ao magistrado durante as audiências. Nesses casos, se o Promotor não concordar, o Ministério Público pode recorrer, solicitando ao juiz que não dê ao réu a regalia da delação premiada. Os benefícios de uma pena menor ou até da extinção dela só são dados ao réu se as informações prestadas por ele realmente possibilitarem a descoberta e elucidação do crime. Após concedido o "prêmio", o processo do réu nem sempre corre em segredo de justiça, ou seja, os comparsas delatados podem, em muitos casos, ficar sabendo o que o réu contou ao juiz.
O processo funciona assim:

  • a delação premiada pode ser pedida de forma espontânea pelo próprio réu, através de seu advogado ou muitas vezes até pelo promotor que sugere ao acusado que conte o que sabe sobre os comparsas. Ele recebe em troca o oferecimento de uma pena menor no final do julgamento, bem abaixo da pena que será dada aos companheiros de crime.
  • quando chegar a hora e o acusado for a julgamento, o juiz então avalia e decide se as informações prestadas pelo réu ajudaram ou não nas investigações, na elucidação do crime e na prisão de outros envolvidos. Se considerar que as informações foram importantes, o juiz concede o prêmio. Se considerar que o réu mentiu, ele não reduz a pena e ainda o processa por delação mentirosa.
  • ao entrar no serviço de delação premiada, o réu deverá informar à polícia e à justiça tudo o que sabe: nomes, dados, endereços, telefones, locais que os comparsas costumam frequentar e eventuais esconderijos. Ele não precisa apresentar provas, mas é necessário que no decorrer das investigações a polícia consiga confirmar que as informações são verdadeiras.

O que diz a lei
Delação premiada é uma prerrogativa legal que extingue ou atenua a punibilidade de um "réu-colaborador" – participante de um delito – que age proativamente no sentido de ajudar a Justiça com informações importantes à elucidação do crime e da identificação de co-autores. A Lei sobre a delação premiada está no Código Penal Brasileiro, em seu artigo 159, parágrafo quarto, e também na Lei número 9.807/99, nos artigos 13 e 14. Leia abaixo a transcrição desses artigos:
Artigo 159:
- Sequestrar pessoa com o fim de obter, para si ou para outrem, qualquer vantagem, como condição ou preço do resgate: Pena: reclusão de oito a quinze anos.
§ 4° - Se crime é cometido em concurso, o concorrente que o denunciar à autoridade, facilitando a libertação do sequestrado, terá sua pena reduzida de um a dois terços.
Artigo 13:
- Poderá o juiz, de ofício ou a requerimento das partes, conceder o perdão judicial e a consequente extinção da punibilidade ao acusado que, sendo primário, tenha colaborado efetiva e voluntariamente com a investigação e o processo criminal, desde que dessa colaboração tenha resultado:
I – a identificação dos demais co-autores ou partícipes da ação criminosa;
II – a localização da vítima com a sua integridade física preservada
III – a recuperação total ou parcial do produto do crime.
Parágrafo único: a concessão do perdão judicial levará em conta a personalidade do beneficiário e a natureza, circunstâncias, gravidade e repercussão social do fato criminoso.
Artigo 14:
O indiciado ou acusado que colaborar voluntariamente com a investigação policial e o processo criminal na identificação dos demais co-autores ou partícipes do crime, no caso de condenação, terá sua pena reduzida de um a dois terços.
E se for mentira?
Se o réu que entrou na delação premiada mentir ao juiz ele será penalizado e processado por “delação caluniosa” e poderá ser condenado de dois a oito anos de prisão por ter faltado com a verdade em suas informações.

Fonte: pessoas.hsw.uol.com.br

"Mentes Perigosas" aponta 19 indícios de um candidato a psicopata


No best-seller "Mentes Perigosas", a médica Ana Beatriz Barbosa Silva, com pós-graduação em psiquiatria pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), dedica um trecho aos pais que suspeitam que seus filhos são "francos candidatos à psicopatia", palavras usadas pela especialista.
"Podemos observar características de psicopatia desde a infância até a vida adulta. Antes dos 18 anos, por uma questão de nomenclatura, o problema é chamado de Transtorno de Conduta", escreve a autora na página 170.
Em seguida, ela lista 19 características comportamentais que, se verificadas em um padrão repetitivo e persistente, podem fazer soar o alerta de que algo está errado.
"Não pretendo ser pessimista, no entanto não seria honesto da minha parte afirmar que a psicopatia infanto-juvenil atualmente tenha uma solução satisfatória. O máximo que podemos fazer é adotar posturas no trato com essas crianças no intuito de melhorar a forma como a psicopatia vai se manifestar no futuro", alerta a médica.
Em um trecho do livro, ela resume como se dá a percepção do mundo por esses criminosos: "Para os psicopatas, as outras pessoas são meros objetos ou coisas, que devem ser usados sempre que necessários para a satisfação do seu bel-prazer."
Confira os 19 indícios apontados por "Mentes Perigosas".
*
1- Mentiras frequentes (às vezes o tempo todo)
2- Crueldade com animais, coleguinhas, irmãos etc.
3- Condutas desafiadoras às figuras de autoridade (pais, professores etc.)
4- Impulsidade e irresponsabilidade
5- Baixíssima tolerância à frustração, com acessos de irritabilidade ou fúria quanto são contrariados
6- Tendência a culpar os outros por erros cometidos por si mesmos
7- Preocupação excessiva com seus próprios interesses
8- Insensibilidade ou frieza emocional
9- Ausência de culpa ou remorso
10- Falta de empatia ou preocupação pelos sentimentos alheios
11- Falta de constrangimento ou vergonha quando pegos mentindo ou em flagrante
12- Dificuldades em manter amizades
13- Permanência fora de casa até tarde da noite, mesmo com a proibição dos pais. Muitas vezes podem fugir e levar dias sem aparecer em casa
14- Faltas constantes sem justificativas na escola ou no trabalho (quando mais velhos)
15- Violação às regras sociais que se constituem em atos de vandalismo como destruição de propriedades alheias ou danos ao patrimônio público
16- Participação em fraudes (falsificação de documentos), roubos ou assaltos
17- Sexualidade exacerbada, muitas vezes levando outras crianças ao sexo forçado
18- Introdução precoce no mundo das drogas ou do álcool
19- Nos casos mais graves, podem cometer homicídio.
Vale ressaltar que essas características são apenas genéricas e que o diagnóstico exato só pode ser firmado por especialistas no assunto. Além do mais, o leitor deve atentar para a frequência e a intensidfade com as quais essas características se manifestam.
É muito comum e até compreensível que os pais de jovens com características psicopáticas se perguntem quase sempre em um tom de desespero: "O que nós fizemos de errado para que nosso filho seja assim?" Os pais se sentem culpados por acharem que falharam na educação dos seus filhos e que não souberam impor limites. Isso é um grande equívoco! Não resta dúvida de que a educação, a estrutura familiar e o ambiente social influenciam na formação da personalidade de um indivíduo e na maneira como ele se relaciona com o mundo. No entanto, esses fatores por si só não são capazes de transformar ninguém em psicopata. Fonte: Folha.com

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Suspensão do direito de dirigir:


Eis uma situação que a maioria das pessoas não  tem conhecimento. Num primeiro momento há uma confusão nos termos suspensão e cassação.
Suspensão é entregar a CNH no DETRAN e cumprir um determinado período sem poder dirigir, podendo ser de 1 mês a 12 meses , caso seja reincidente poderá chegar a 24 meses.
A cassação é entregar a CNH no DETRAN e cumprir 24 meses sem poder dirigir, após esse período, procurar um CFC (AUTO ESCOLA) e começar um novo processo.
Os motoristas acreditam ser a somatória de 21 pontos para ocorrer a suspensão. Enganam-se pois o correto é a somatória de 20 pontos, isto é, ao atingir os 20 pontos o condutor será suspenso por no mínimo 30 dias.
Mas acontece, que apenas uma infração de 7 pontos pode ocasionar a suspensão, como por exemplo, conduzir motocicleta, motoneta ou ciclomotor sem usar capacete, óculos de proteção, ou ainda com a viseira levantada, criança menor de 07 anos ou com farol apagado.
 Excesso de velocidade acima de 50% da máxima permitida, envolver-se em acidente e negar socorro, conduzindo veículo embriagado, participar de racha em via pública, participar de competições, manobras perigosas, ameaçando pedestres.
Um dos pontos principais para ocorrer a cassação, é quando o condutor  estiver com o direito de conduzir  suspenso e cometer uma nova infração. Um exemplo claro, é  você vender  um carro e o comprador não transferir no prazo de trinta dias e na data que foi efetuado a assinatura da venda, você não tomou o cuidado de providenciar uma fotocópia autenticada e informar ao DETRAN. Olhe só o tamanho do problema. Você atingiu os 20 pontos, está com sua CNH suspensa, a pessoa que comprou o seu carro está usando um veículo no seu nome. Um belo dia a pessoa que está usando um carro no seu nome é abordado em uma BLITZ e o policial constatou que o extintor estava vencido. O policial fez uma autuação. A notificação foi enviada para sua residência, pois para o DETRAN, o veículo é seu.  Essa multa do extintor vencido vai gerar a cassação da sua CNH, pois você cometeu uma infração estando com o direito de dirigir suspenso. Isso aconteceu porque a infração cometida é de responsabilidade do proprietário.
Levando em consideração essas informações, cito  algumas regras básicas para evitar transtornos junto ao DETRAN, relacionado a sua CNH ou Permissão.
1.       Manter o endereço atualizado.  (CNH e RENAVAM)
2.       Quando vender um veículo, providenciar uma fotocópia autenticada e informar ao DETRAN. (a responsabilidade passará para o novo proprietário, mesmo ele não transferindo no prazo legal. (30 dias)
3.        Mantenha o veículo com todos os equipamentos obrigatórios operantes.
4.       Portar CNH ou Permissão para Dirigir e licenciamento do veículo. (documentos originais)
5.       Ao receber  uma notificação sem ter sido abordado, poderá apresentar um condutor. Neste momento cria uma situação de legalidade e moralidade. O CTB permite apresentar um condutor! Se não apresentar um condutor a responsabilidade será do proprietário. Mas em se tratando de empresa, essa não possui CNH, portanto, se não apresentar um condutor será lavrado uma nova autuação conhecida como NIC (NÃO IDENTIFICAÇÃO DO CONDUTOR). E será multiplicado pelo número de infrações cometidas.
6.       Respeitar as leis de trânsito.
 Seguindo essas regras não haverá problemas junto ao DETRAN.
44 9952 5559
44 3025 4703

Pai herói, pai bandido!


João Carlos da Costa
Problemas como a (in)segurança pública e violência, economia americana em crise, as bolsas mundiais caindo, catástrofes, corrupção e outras ruins são assuntos que estampam o noticiário todos os dias, seja pelos jornais, televisão, internet ou através de pessoas alarmistas, e nos dão argumentos para inúmeros comentários e longas conversas. Mas há um momento em que gente deve sair da rotina tapar os ouvidos e esquecer que somos sujeitos ativos e passivos de tudo o que acontece ao nosso redor. E, cada momento da nossa vida é diferente e devemos aproveitá-los da melhor maneira possível, principalmente junto aos nossos entes queridos.
Então, só para mudar de assunto, nesta oportunidade falamos de algo extremamente significativo para todas as pessoas que cultuam o Dia dos Pais, comemorado no Brasil, sempre no segundo domingo do mês de agosto. Cá entre nós, sem pretensões de gerar cizânia ou qualquer tipo de constrangimento, mas este mês, tradicionalmente para muitos, é considerado o mês do cachorro louco e das grandes tragédias. Basta lembrar que agosto protagonizou o desaparecimento de pessoas famosas como o ex-presidente Getúlio Vargas, John Lennon e Elvis Presley. Ao contrário do Dia das Mães, festejado no segundo domingo de maio, com muitas mensagens de amor e muito fuzuê e é também conhecido como o mês das noivas, com muitos casamentos e festas, para o gáudio de convidados “arroz-de-festa” e bons de garfo. Comparativamente, nos dois dias, as próprias propagandas são diferenciadas pela forma de apelação: para as mães o lado sentimental é mais trabalhado, enquanto o apelo em relação aos pais é meramente comercial e no final, o presente se resume a um par de meias, um cinto, um perfume ou cueca e tudo bem. Como dizem: só para não passar em branco!
Brincadeiras à parte, tanto do pai quanto a mãe são importantes na formação do caráter e da personalidade dos filhos, pois constituem a base familiar. E, atualmente, a falta de maior participações na vida deles é um dos principais motivos que influenciam também nos índices de criminalidade e violência, porque a maioria das famílias está desestruturada, por separações, divórcios, orfandade, filhos que são revoltados por não conhecerem os pais, etc... Fatos que, psicologicamente, quer queiram, quer não, afetam crianças e adolescentes, causando-lhes insegurança na falta de qualquer um dos genitores e prejudicam a sua estrutura emocional perante a sociedade.
O pai de hoje
A evolução trouxe a igualdade de oportunidades e mudou o modelo de família. Antigamente o pátrio-poder, na acepção da palavra, era do homem, considerado o cabeça da família Atualmente, os papéis já quase não se distinguem, pois da mesma forma que muitas mulheres exercem função dupla, de pai e mãe, a recíproca também é verdadeira. E, percebe-se, que a imagem do pai está totalmente diferente em relação aquela austera e machista de antigamente, quando apenas um olhar já era entendido como repreensão e respeitado como tal.
A flexibilidade agora, diante das circunstâncias proporcionadas por esse mundo mais moderno, é uma das características mais marcantes desse novo modelo de pai. E isso, da mesma forma que tem facilitado a convivência entre pais e filhos, também tem gerado alguns conflitos, porque os filhos vêem na mãe a pessoa terna, permissiva, compreensiva, amorosa e sentimental e abusam disso. E o pai, ao impor limites nas atitudes dos filhos, nem sempre são respeitados como deveriam, e são vistos algumas vezes como algozes, principalmente quando dizem “não”, um monossílabo que sempre soa de forma ofensiva. No fundo, pela própria natureza racional do sexo masculino, o que um pai mais quer é transmitir as experiências e os ensinamentos da vida, mesmo que à sua maneira. É, geralmente a forma pela qual demonstra seu amor pelos filhos e, por isso, nem sempre é compreendido pela timidez ao não conseguir dizer “eu te amo” e, às vezes é visto, ora como herói, ora como bandido.
Esta é a sina dos pais que, independente de serem pessoas simples ou não, puros ou cheios de vícios e defeitos, sempre serão para nós, filhos o amparo e fortaleza, além de, motivo de orgulho e exemplos a serem seguidos. Pelo menos é o que os verdadeiros pais pretendem! E, apesar de nem sempre mostrar fragilidade, também carecem de carinho e atenção especial. Não só quando comemora o seu dia, mas também nos outros.
Aproveitando a oportunidade, desejo aos queridos leitores, filhos, pais e também avôs, um feliz Dia dos Pais e que Deus os abençoe!
João Carlos da Costa
 Bel. Químico, Bel. em Direito (aprovado pela OAB), Professor e Policial Civil. Contatos: João_22@terra.com.br

Um abrigo para bebês abandonados


A roda dos enjeitados – local onde as crianças eram colocadas para doação – era um processo civilizador em uma sociedade que não considerava o infanticídio crime

 
O abandono de crianças é uma prática antiga, tendo registros na Bíblia, no caso de Moisés, e na tragédia grega, com Édipo Rei. Mas foi depois da Peste Negra (1348) que o número de bebês deixados à própria sorte se multiplicou pelas cidades europeias. Coube à Itália criar as primeiras rodas dos “enjeitados” (ou expostos), nome dado às crianças abandonadas pelos pais. As Santas Casas de Misericórdia tinham cilindros de madeira giratórios fixados na parede que serviam de contato com o mundo externo. Inicialmente, eram usados para receber doações e mantimentos, mas com o tempo passaram a ser o destino de recém-nascidos rejeitados. Normalmente a criança era abandonada na calada da noite e a mãe, assim, tinha a identidade preservada. Ao colocar o bebê, tocava-se uma campainha e a rodeira da instituição cristã vinha recolher o rebento.
O Brasil passou a adotar a roda dos enjeitados como uma herança do reino português. O primeiro registro de que se tem notícia de uma Casa de Enjeitados no país é na capital baiana, Salvador (1726); depois aparece uma no Rio de Janeiro (1738) e outra no Recife (1791). Segundo o professor de arquivologia Renato Pinto Venancio, da Universidade Federal de Minas Gerais, durante o Brasil colonial existiram quatro rodas (fora as citadas, havia uma em Campos-RJ). “Mas, após 1840, elas chegaram a ser 14, depois começaram a fechar. A última foi a de São Paulo, que encerrou as atividades em 1950”, diz.
Como o número de crianças abandonadas crescia no Brasil, entre os séculos 18 e 19, a corte portuguesa inicialmente se preocupou em resolver o problema, já que o infanticídio não era visto como crime, mas pecado. “Ao saber que as crianças expostas eram devoradas por cães e porcos, isso se tornou um incômodo aos administradores portugueses”, afirma a historiadora Alcileide Cabral do Nas­­cimento, da Universidade Fe­­deral Rural de Pernambuco. A roda foi também um processo civilizador. “O Estado começa a desestimular as práticas infanticidas, pois não era aceitável uma selvageria dessas”, lembra Alicileide. Como as crianças normalmente eram abandonadas perto de rios, em monturos (lixões da época) ou até na beira das praias, muitas morriam sem ao menos receber o batismo. Por isso, o acolhimento em instituições católicas seria favorável para, pelo menos, as crianças receberem a “salvação”. “Criou-se um medo entre os adultos de que as almas das crianças ficassem penando naquele lugar de espera eterna”, diz Alcileide.
Venancio lembra ainda que as rodas estavam em instituições religiosas porque, como parte das crianças abandonadas eram pobres, entendia-se que “as desigualdades sociais eram um desígnio de Deus, para proporcionar a salvação das almas daqueles que vivem na fortuna.” “Hoje, isso parece estranho, mas era assim que funcionava na sociedade da época”, explica.
Motivações
Entre os séculos 18 e 19, as rodas do Rio e de Salvador receberam 40 mil crianças abandonadas. De acordo com Venancio, a expectativa, na época, era de que 10% dos recém-nascidos eram enjeitados. E isso ocorria principalmente por dois fatores: miséria ou honra. As mulheres brancas e livres da elite que se arriscavam em encontros clandestinos e amorosos, e que ficavam grávidas, abandonavam os filhos para ter a garantia de um matrimônio bem sucedido, afinal mulher solteira que virava mãe era por fruto do pecado. Mulheres e homens casados que tinham amantes e geravam filhos ilegítimos também os abandonavam por uma questão de honra familiar.
Oportunidade
As escravas viram na roda uma maneira de livrar os filhos da escravidão. Por isso algumas usaram o sistema para libertar os pequenos, abandonando-os. Alcileide também encontrou nos documentos que pesquisou viúvos que largaram o filho na roda porque a mãe havia morrido no parto, bem como crianças com deficiências físicas e mentais. “Neste período, os pais que tinham filhos deficientes eram vistos como pecadores, por isso era uma vergonha apresentar os pequenos à sociedade”, explica a historiadora.
Casais pobres com muitas crianças deixavam bebês na roda até que pudessem ter condições de criá-los. E, para identificar as crianças, as rodas montaram fichas de identificação. No livro de entrada (de registro), as crianças recebiam um nome (quando não vinham com o nome escrito em um bilhete) e ali se detalhava qual o horário que o pequeno chegou, quanto aparentava ter de dias ou meses de vida e que roupas vestia. Assim, se a família voltasse para procurar a crianças, seria mais fácil identificá-la.
Bilhetes pediam o batismo dos recém-nascidos
Muitas crianças chegavam à roda dos expostos com um bilhetinho junto ao corpo: na maioria das vezes um pedido dos pais para que a criança fosse batizada. “A preocupação central era a salvação espiritual”, afirma o professor de arquivologia Renato Pinto Venancio, da Universidade Federal de Minas Gerais. Às vezes, o bilhete vinha com uma justificativa do abandono: em geral, por causa da morte dos pais, doenças familiares, vergonha do filho ilegítimo e até abandono por necessidade de viagem. “Houve pais que deixaram um bilhete dizendo que mais tarde buscariam o filho, porque naquele momento não tinham condições de criar”, lembra a historiadora Alcileide Cabral do Nascimento, da Universidade Federal Rural de Pernambuco.
Ao contrário do que se imagina, inicialmente os enjeitados eram, em sua maioria, crianças brancas. Alcileide explica que aparentemente não houve preferência dos pais em abandonar filhos em decorrência do sexo. “A exceção vem de Porto Alegre, onde, entre 1845 e 1856, foram expostas mais meninas (62,4%) do que meninos (37,6%).” Só no século 19 é que há uma tendência de diminuição das crianças brancas e um aumento das mestiças. “Na segunda metade do século 19 existe a difusão das teorias racistas no Brasil e as crianças negras e mestiças eram vistas como raças degeneradas”, afirma Alcileide.
Mortes
O acesso às rodas dos enjeitados também não era garantia de sobrevivência. Alcileide lembra que 70% dos rebentos morriam depois de serem abandonados na roda, seja porque adquiriam doenças, como a sífilis, das amas-de-leite (mulheres contratadas pelo Estado para amamentar os abandonados), porque eram maltratados e até por falta de higiene. “É como se o Estado chamasse para si o direito de matar, porque as crianças morriam sob responsabilidade dele.” Venan­­cio lembra ainda que a mortalidade também estava atrelada à amamentação artificial: “Não se sabia como eliminar os microorganismos do leite de vaca, por meio da fervura. Isso só foi descoberto depois do século 19.”
Mudança
As rodas fecharam na Europa no século 19 e, no Brasil, só um século depois: a última funcionou em São Paulo até 1950. Isto porque, houve uma valorização da maternidade e na normatização da sexualidade feminina. “O discurso médico passou a ser que a maternidade é natureza de qualquer mulher”, explica Alcileide. As amas de leite, antes vistas como salvadoras das crianças abandonadas (e disputadas até pelas mulheres de grandes fazendeiros, para a amamentação dos filhos), passaram a ser vistas como um ato de desamor.

Precocidade
Aos 7 anos, crianças iam trabalhar
Crianças abandonadas nas rodas dos expostos ficavam na instituição religiosa ou iam viver com uma ama de leite até completar cerca de 3 anos. Isso porque a casa costumava ficar cheia e, quando a demanda era muito grande, restava às câmaras municipais contratar amas para o cuidado das crianças. Quando não tinha condições de amamentar, ela era chamada de ama-seca.
As crianças ficavam nas rodas até os 7 anos. Depois disso, elas começavam a trabalhar. Os meninos iam para agricultura, para as escolas de ofício, internatos e alguns foram preparados até para a guerra (garotos deixados na roda chegaram a ser enviados à Guerra do Paraguai). Já as meninas viravam empregadas domésticas. O problema é que muitas sofriam maus-tratos e eram violentadas sexualmente, por isso fugiam e retornavam à roda.
Já no início do século 20, a roda dos expostos começou a enfrentar outros problemas, porque crianças maiores, com 7, 10 e 12 anos eram simplesmente abandonadas em frente às instituições. Foi também por causa disso que o governo se viu obrigado a criar os orfanatos.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br